Este texto foi publicado originalmente no Orkut, como resposta a um tópico: Fé é indispensável?
O linque da discussão está aqui. Minhas contribuições à discussão desapereceram, pois eliminei o perfil com o qual participei das mesmas.
A questão é contundente.
As respostas: algumas claras, outras confusas.
Eu teria perguntado: precisamos das religiões? De padres, pastores, ayatolahs, rabinos e outros que abusaram dessa necessidade humana de se “re-ligar” fazendo dela um negócio?
A meu ver, criamos um DeuS (excelente imagem, Frederico!) à nossa imagem e semelhança.
E por causa das inúmeras faces que temos, de nossas visões limitadas, dentro de nosso pequeno-grande EU, este DeuS é individual para cada um de nós. Como o vemos, ele é…
Gostei também da colocação do Rogério de que sòmente 30% da população mundial é cristã. Precisamos de uma nova Cruzada! Hai que converter os infiéis!
E adoro ver a cara de espanto dos crentes de Bíblia debaixo do braço que vem até minha porta para me “salvar”, quando digo a eles que eles também são divinos! Que eles/as também são deuses! Isso não serve para o manequim!!!
O mais engraçado é que poucas pessoas falam da arrogância de qualquer “detentor da verdade”. Tipo: só Jesus Salva!
E o que fizeram Buddha, Krishna, Mahavira, Lao Tzu, Confúcio, Sócrates, Osho e outros iluminados para merecerem tanto desprezo?
Eu digo: apego a uma táboa de salvação qualquer. Falta de conhecimento da história espirital da Humanidade. Falta de maturidade, de experiência de vida.
E acima de tudo: muita arrogância, intolerância, etc…
Não sou nem ateu, nem crente. Pode?
Experimentei ‘algo’ que quando permiti, me proporcionou muito prazer, uma expansão dos sentidos que geralmente só as drogas químicas proporcionam.
Por isto não ‘creio’, nem ‘descreio’.
Descobri um outro ‘jeito’: sei…
E estas experiências, momentos de êxtase, satori ou samadhi, como se diz na Índia, não tem como descrever. Não tem como transferir…
Não cabe em nenhum livro, nem é minha realidade atual…
Já dancei com ‘algo’ que me elevou aos ‘céus’ e ao mesmo tempo, sentia meus pés bem firmes no chão.
Por isto gosto muito da expressão dos Sufis: La ilaha illa ‘llah, que eu resumo assim: só existe deus. Só deus é!
Detalhes? Só no próximo capítulo…


