Posts de Agosto, 2006

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Ah! dEUs!!!

24 f, 2006

há DeuS ou dEUs?
Aparentemente mais EUs que ELE.
E quanto mais EU, menos Deus.
E a destruição continua…
A luta pelo poder.
A agonia da moral.
O sufoco do ar seco.
A queimada escaldante.
O desmatador ignorante.
O prefeito inoperante.
Vamos ter que virar árvores,
para inalarmos gás carbônico
e gerarmos oxigênio
Assim morreremos azuis e
do verde ficará só a lembrança…
Mas se não estivermos mais aqui,
só DeuS poderá apreciar o que sobrou…

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Por que gritamos?

3 f, 2006

as pessoas gritam, pois estão pedindo socorro;
por terem chegado aos próprios limites;
por não saberem por onde entraram, nem por onde sair;
para expressar raiva, frustração, ressentimento;
para obrigarem o outro a ouvir;
por que muitas vêzes, a agressão precisar ser extravasada;
Sou por uma atitude de demonstração aberta da agressividade, antes que ela se torne violência.
Assumo minha própria agressão, antes que eu a reprima tanto, que uma outra pessoa, de personalidade menos estruturada, cometa atrocidades com a energia que empurrei para os subterrâneos da consciência coletiva.
Se assumíssemos mais nossas agressões, acredito que haveriam menos criminosos à nossa volta.
Acho piegas e infantil, esta atitude de muitos e muitas, que não assumem a própria agressão, como se isto não fizesse parte de nossas personalidades.
Terminam deixando para aqueles que nunca tiveram a oportunidade de se auto-estruturarem, a execução dos “serviços sujos”.
A agressão faz parte intrínsica de nossa vida psicológica e sem matarmos, não sobreviveríamos.
Matamos vacas e bois, galinhas e peixes para podermos comer.
Matamos as plantas já crescidas e até mesmo as que estão por brotar para saciarmos nossa fome.
Matamos os rios e os lagos com nosso dejetos fisiológicos e industriais.
Matamos o ar, com a nossa violência agressora, ao utilizarmos um veículo motorizado para cobrir distâncias, que se a percorressemos à pé, nos daria mais saúde.
Matamos a terra, quando a envolvemos com cimento e asfalto, para podermos ocupar mais e mais espaço urbanizado.
Matamos a liberdade das outras pessoas quando as invadimos com 2.000 watts de potência sonora em nossos carros.
Matamos por decreto, descaso, desleixo, arrogância e indiferença.
Vivemos para matar.
Às vêzes até com um doce sorriso, que encobre nossa truculência.
Matamos nossos sentimentos e os enterramos tão fundo, que às vêzes eles brotam de novo como um ataque cardíaco!
Pax mortem!